Dinheiro e Trabalho

Dinheiro e Trabalho (*)

Flávio Martins da Costa Consultor, palestrante e escritor. Autor dos livros “Socorro, Não Tenho Tempo!”, “Socorro,Meu Dinheiro Está Sumindo!”, “Excelência no Atendimento ao Cliente” e “MARKETING PESSOAL – O Sucesso na Vida Pessoal e Profissional - 31 9 97 05 74 28 flaviomartins@flaviomartins.com.br

Flávio Martins da Costa Administrador de Empresas com Pós-Graduação em Org. Sist. e Métodos. Autor dos Livros "Socorro, Não Tenho Tempo!!", "Socorro, Meu Dinheiro Está Sumindo!!" e "Excelência no Atendimento ao Cliente". Foi professor universitário no UNI-BH e do Curso Técnico de Gestão Empresarial do SENAC. Como consultor atua nas áreas de Adm. Geral, Org. e Métodos, Preparação para a Certificação IS0 9000 e Resp. Social, Rec. Humanos, Cargos e Salários e Planej.Estratégico. É instrutor e palestrante, atendendo a entidades como a Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais, SESCOOP/Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo e FEDERAMINAS-Fed Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias de Minas Gerais.

+ textos de Flávio Martins da Costa

- "O João está aéreo não está se concentrando no trabalho, vejo-o a toda hora pensando, olhando para cima. Muito distraído. A qualquer hora vai se acidentar, pois a máquina onde trabalha requer muita atenção".

-“O índice de acidentes acontecidos no trabalho está aumentando absurdamente na empresa”. - "Paulo anda muito agressivo com as crianças e quando pedem dinheiro para comprar uma coisinha qualquer, ele fica bravo e não quer nem conversa. O que será que está acontecendo?". - "Cláudia já errou o relatório duas vezes e teve que sair para resolver um problema urgente no banco". - "Saí com Frederico ontem, fomos a um barzinho e ele sempre regulando a despesa... depois eu quis esticar para algo mais romântico, e ele ....".

O descontrole financeiro tem enorme influência na qualidade de vida das pessoas, porque traz estresse, uma angústia tremenda e desestrutura toda a vida, inclusive as relações afetivas e familiares.

O descontrole financeiro também tem reflexo no trabalho com a desmotivação, quando o trabalhador vê que trabalha muito e apesar disto não consegue ter tranqüilidade no seu dia-a-dia, vindo a toda hora a preocupação com as contas a pagar, as dívidas... A tristeza de não ter podido comprar aquele brinquedo que o filho pediu ou a amargura de precisar fazer cortes na compra do supermercado. A frustração de sentir que não usufrui de muitas comodidades das quais poderia desfrutar porque tem que pagar os juros do cheque especial e dívidas.

Tudo isto traz um sentimento de profunda frustração e a ele parece que os resultados de seu trabalho na empresa não estão satisfazendo e que não adianta trabalhar mais e melhor, que sua remuneração não está sendo suficiente, mesmo que seu salário esteja dentro da sua faixa de mercado, vindo aí também a insatisfação com a remuneração recebida e o desejo de ter aumento de salário. Como consequência, vem a desmotivação e acaba caindo a produtividade e a qualidade de seu trabalho.

O descontrole financeiro também eleva os riscos de acidentes no trabalho. As preocupações com as condições financeiras freqüentemente tiram a atenção do trabalhador e podem levar a um "ato inseguro" que, mesmo não aliado a uma "condição insegura", pode efetivamente causar um acidente do trabalho. Daí o assunto precisar ser abordado nas SIPAT - Semanas Internas de Prevenção de Acidentes.

O descontrole financeiro deve ser abordado como um problema com soluções que devem vir por parte da própria pessoa. Aumento de salário é importante, mas isoladamente pode não resolver muito porque sabemos, até mesmo por estudos científicos elaborados por cientistas do comportamento, que o ser humano é naturalmente insatisfeito e que sempre que satisfaz uma necessidade cria outra superior. E se a pessoa é descontrolada, um aumento mesmo que substancial de salário pode ser uma solução temporária e em seguida o problema poderá retornar. Mas isto tem solução com a disciplina e controle financeiro.

PARA CONTROLAR BEM AS FINANÇAS É NECESSÁRIO:

A - Ter planejamento e organização - elaborando mensalmente um "Planejamento Financeiro" relacionando tudo que se tem a receber e tudo que se tem a pagar. Com este controle se pode evitar gastar mais do que recebe, o que é fundamental.

B - Ter Disciplina e força de vontade - controlando-se, não fazendo excessos, observando os limites definidos no planejamento e evitando compras por impulso ou desnecessárias. Para que se tenha sucesso no planejamento financeiro é importante: - Buscar o envolvimento de toda a família para, com o apoio de todos, cortarem as despesas que puder para não ultrapassar o total a receber. - Fazer o controle das pequenas despesas. - Controlar rigidamente extratos e contas bancárias. - Evitar sempre o uso do cheque especial e empréstimos bancários, mesmo que os juros “pareçam razoáveis”. - Disciplinar o uso do cartão de crédito.

C - Controlar os desperdiçadores de dinheiro - que são os usos inadequados de, entre outros, água, luz, telefone, transportes (carro próprio x transporte público mais econômico), manutenção de despesas supérfluas, uso inadequado de material doméstico como material de limpeza e gás etc.

Assim, com disciplina, força de vontade, planejamento e organização estará o trabalhador a passos largos para a melhoria de sua qualidade de vida, cabendo a ele, através de seu esforço e competência elevar o seu padrão de vida.

(*) Tema de palestra de Flávio Martins, muito usada em SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes e em programas de motivação e produtividade.


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